Eu quis tanto evitar esse envolvimento. Fugi demais de tudo isso. Mas foi impossível ficar inerte a tudo o que estava acontecendo,e então,eu permiti que esse laço fosse dado. Eu cometi um erro gravíssimo ao achar que podia "controlar" os efeitos que você,possivelmente,causaria em mim. E causou.Muitos.Mas eu esqueci de dizer que em mim,existe uma mania que eu abomino: A de desfazer o que está dando certo. É,porque foi isso o que eu fiz. Optei por "escolher outros caminhos",enquanto era no seu onde eu deveria estar. E digo,com todas as letras: Era justamente nesse emaranhados de emoções,de enigmas,onde eu queria estar agora.Já. Não era algo óbvio,e inclusive,foi tão bom por justamente envolver apenas o que acreditávamos que era bom. Ah,e com foi bom ter vivido tudo isso. Eu não esperei que fosse chegar tão longe. E evitei tanto retribui o que me era dado. Por vezes,deixei que houvesse uma unilateralidade entre nós. Pois,como já o havia dito,tinha dentro de mim uma barreira advinda de finais não tão felizes.E tenho que atribuir-lhe a façanha de usar de toda uma química(e de toda paciência) para remontar-me. Ah,e te devo uma resposta : Eu queria sim,ter preenchido um certo formulário. E,obrigada por ter me permitido preenche-lo. Sei que paramos em um local na estrada em que está tudo muito escuro,mas eu queria que você soubesse que eu achei uma lanterna. Não,eu quero muito que você saiba que nós dois temos essa lanterna. E o melhor: Aprendemos a usá-la juntos. Eu espero muito,mas muito mesmo,que você queira fazê-la voltar a funcionar. Eu gostava mais quando essa estradinha era trilhada por super-heróis e mocinhas.Eu ainda acho que não foram só palavras ao vento.E não foram mesmo. Não é. Ainda brilha. Ainda pulsa.
14 de maio de 2011
Anti-horário.
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- Uli M.
- Definitivamente não me venha com meio-termos. Não suportaria conviver com a idéia de viver "em cima do muro". Tudo que vem pela metade não me interessa. Se vem para mim que venha inteiro,caso contrário,melhor esquecer. Não sei sonhar pela metade e nem pensar em realizar sonhos pela metade. Dói na espinha pensar no "talvez". Ah não,não sei lidar com o talvez. Ou é,ou não é. "Talvez" é algo muito vago,e prefiro as respostas válidas. Pois bem,não quero nem talvez,nem depois.Também não sei conviver com os finais e tenho tendência a não gostar das mudanças drásticas.Que tudo venha. E que volte-se meu não for-. Mas que venha inteiro,que venha meu-e só meu. E que dure eternamente-ainda que o eterno seja apenas um segundo- e não deixe que o mistério seja descoberto logo.Não traga aviso prévio e nem prazo de validade. Só venha.E quanto ao resto...Bem, acho que o melhor de tudo é não saber como a história termina.Tudo,em aberto..

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